Um breve histórico

Os videogames existem desde o começo dos anos 70. O primeiro videogame arcade comercial, o Computer Space, da Nutting Associates, foi lançado em 1971. Em 1972, a Atari introduziu o Pong aos fliperamas. É interessante saber que o Atari foi criado por Nolan Bushnell, que também desenvolveu o Computer Space. Ele saiu da Nutting Associates para fundar a Atari, que então produziu o Pong, o primeiro grande sucesso dos fliperamas.

 


Pong foi um grande sucesso. Use o mouse para movimentar as barras e alcançar a bola. Ela ficará cada vez mais veloz a medida do seu progresso.

Naquele mesmo ano, o Magnavox apresentou o primeiro console de videogame caseiro. Batizado de Odyssey, ele não tinha nem um microprocessador. A parte central do sistema era um quadro com mais ou menos quatro dúzias de transistores e diodos. O Odyssey era muito limitado: só conseguia produzir gráficos simples e era necessário colocar aquela capa de plástico adaptada na tela da televisão. Em 1975, a Atari introduziu uma versão caseira do Pong. Ela foi vendida exclusivamente pela Sears, tendo até seu logo. Pong foi um sucesso fenomenal, abrindo as portas para o futuro dos videogames caseiros.


O Atari 2600

Embora o Fairchild Channel F, lançado em 1976, tenha sido o primeiro sistema de jogos removíveis, foi a Atari mais uma vez que lançou tal sistema com sucesso comercial. Lançado em 1977 como Video Computer System (VCS), o 2600 usava cartuchos removíveis, permitindo o uso de múltiplos jogos usando-se o mesmo hardware.

O hardware do 2600 era bem sofisticado para a época, embora pareça incrivelmente simples agora. Ele consistia de:

  • um microprocessador MOS 6502;
  • Stella, um chip padronizado de gráficos adaptado, que controlava a sincronia com a TV e demais tarefas de processamento de vídeo;
  • 128 bytes de RAM;
  • cartuchos de jogos com base em memória ROM de 4 kilobytes.

Os chips eram anexados a uma pequena placa de circuito impresso (PCB), que também se conectava a portas de joystick, conectores de cartuchos, fonte de energia e saída de vídeo. Os jogos consistiam de um software codificado em memória ROM alocadas em cartuchos plásticos. A memória ROM era conectada a um fio a um PCB que tinha vários contatos metálicos em uma das pontas. Esses contatos eram inseridos em um plugue no quadro principal do console quando se introduzia um cartucho no sistema. Ao se fornecer energia para o sistema, ele detectava a presença da memória ROM e carregava o software do jogo para a memória.

Sistemas como o Atari 2600, seu descendente, o 5200, o ColecoVision da Coleco e o IntelliVision da Mattel ajudaram a criar interesse pelos consoles caseiros por alguns anos, mas o interesse começou a diminuir quando a qualidade desses jogos ficou aquém das normas adotadas. Em 1985, a Nintendo lançou o Nintendo Entertainment System (NES) e tudo mudou.

O NES introduziu três conceitos muito importantes na indústria de videogames:

  • a utilização de um controle (pad) em vez do joystick;
  • a criação de reproduções autênticas de videogames padrões para o sistema caseiro;
  • a utilização do hardware como um loss leader, aumentando bastante seu preço e gerando lucro com os próprios jogos.
A estratégia da Nintendo funcionou e o NES fez o mercado de consoles caseiros renascer. Os sistemas não se pareciam mais como meras imitações das máquinas padrões. Novos jogos, que eram impossíveis de serem criados para os sistemas comerciais, como o Legend of Zelda, foram desenvolvidos para esse mercado. Esses jogos atraíram muitas pessoas que não tinham nem pensado em comprar um videogame até aquele momento.

A Nintendo continuou desenvolvendo e introduzindo novos consoles de games. Outras empresas, como a Sega (em inglês) e a Sony, criaram seus próprios sistemas de videogame caseiros. Agora vamos conhecer as partes principais de um console de videogame atual.