De analógico para digital

Em 1989, a General Instruments demonstrou que era possível converter um sinal de cabo analógico em digital e transmiti-lo em um canal padrão de televisão de 6MHz. Usando compressão MPEG, os sistemas CATV instalados hoje podem transmitir até 10 canais de vídeo em 6 MHz de freqüência num único cabo analógico. Quando combinado com a largura de banda geral de 550-MHz, isto possibilita quase 1.000 canais de vídeo num sistema. Além disso, a tecnologia digital permite a correção de erros para assegurar a qualidade do sinal recebido.


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A mudança para a tecnologia digital também mudou a qualidade de um dos recursos mais visíveis das televisões a cabo: o canal embaralhado.

Embaralhado para azul
O primeiro sistema a "embaralhar" um canal num sistema a cabo foi demonstrado em 1971. No primeiro sistema de embaralhamento, um dos sinais usados para sincronizar a imagem da televisão era removido quando o sinal era transmitido, então reinserido por um pequeno aparelho na casa do cliente. Os sistemas de embaralhamento posteriores inseriam um sinal levemente deslocado da freqüência do canal para interferir com a imagem, e então filtravam o sinal de interferência e o retiravam na televisão do cliente. Em ambos os casos, geralmente os canais codificados podiam ser assistidos como um grupo de imagens de vídeo misturadas e recortadas.

Num sistema digital, o sinal não é embaralhado, mas codificado. O sinal codificado deve ser decodificado com a chave apropriada. Sem a chave, a conversão analógica para digital não pode converter o seqüência de bits em algo utilizável pelo sintonizador da televisão. Quando um "não-sinal" é recebido, o sistema a cabo o substitui por uma propaganda ou pela conhecida tela azul.

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