Como os discos são tocados
Por quase um século, o toca-discos foi a forma mais comum de ouvir música, discursos, lições de idiomas e outras formas de ensino gravado. O design foi refinado ao longo dos anos, mas o conceito pouco mudou, e as partes básicas continuaram as mesmas.
O prato é a
bandeja circular sobre a qual o disco é posicionado. Um pino colocado no centro segura o disco no lugar por meio de seu orifício central. O prato metálico é recoberto de borracha ou plástico, o que protege o disco contra arranhões. O prato gira com a ajuda de uma correia propulsora ou de um sistema de propulsão direta.
 ©iStockphoto.com/Iñaki Antoñana Plaza As vibrações dos sulcos do
disco viajam pela agulha, através do cartucho e do braço, para o
amplificador, onde são magnificadas em forma de ondas sonoras
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A
agulha é o menor e talvez o mais importante componente do toca-discos. Ela é feita de
diamante ou de outro material de alta dureza, e tem forma de cone; fica suspensa por uma tira de metal flexível. A ponta da agulha é a única parte que toca a superfície do disco, e se deixa orientar pelos sulcos espiralados do disco, capturando vibrações que posteriormente serão convertidas em sons.
A agulha fica em uma das
pontas do braço, que fica montado na lateral do toca-discos em posição paralela ao disco. Com a agulha posicionada no sulco periférico do disco, o braço acompanha os sulcos em sua espiral que conduz ao centro, percorrendo o disco em um arco enquanto o disco gira por sob ele. Enquanto isso acontece, as vibrações são transmitidas pela tira de metal flexível e cabos abrigados no braço até o
cartucho, na base do braço.
O cartucho recebe as vibrações, que são convertidas em sinais elétricos por meio de uma bobina em um campo magnético. Os sinais elétricos são conduzidos por cabos para o
amplificador, que reforça a potência do sinal. Eles então são reconvertidos em sons emitidos pelos
alto-falantes.
Inicialmente, os sons gravados eram em geral monofônicos, o que significa que todos os sinais sonoros são combinados e emitidos por meio de um único alto-falante ou canal. A introdução de sistemas de som estereofônicos, em 1958, permitiu som mais rico e realista, com a gravação de duas ondas sonoras. Ao serem executadas, as vibrações viajam simultaneamente por dois canais diferentes e são convertidas e dispersadas por meio de alto-falantes separados.
Os toca-discos se tornaram mais comuns e a música gravada ganhou popularidade, mas nem todo mundo aderiu. Leia a página seguinte para descobrir sobre um famoso maestro que não gostava da ideia de música gravada.