Nas gravações analógicas, o som é codificado como uma longa e oscilante faixa de informação. Nas gravações digitais, o som é codificado como uma série de 1s e 0s, igual a um programa de computador. Desta forma, você pode codificar mais informação e ocupar menos espaço. Além disso, as faixas de áudio são precisas e nítidas (consulte Como funcionam a gravação analógica e a gravação digital para obter mais informações).
O som digital apareceu pela primeira vez no filme "Jurassic Park" (em inglês) em 1993. "Jurassic Park", utilizou uma tecnologia chamada DTS Digital Sound®. O nome foi inspirado na empresa que patenteou a tecnologia, a Digital Theater Systems (em inglês).
Neste sistema de som, seis canais independentes de áudio são codificados em um ou dois CDs. A sala de cinema é equipada com um aparelho de CD e um decodificador que divide estes canais e os reproduz em alto-falantes espalhados pela sala. Como em Dolby Stereo, o DTS tem três canais frontais de som e um subwoofer. Em vez de um único canal surround, o DTS tem dois canais para os alto-falantes do lado esquerdo e do lado direito.
![]() A configuração do DTS e do Dolby Digital em uma sala de cinema |
O CD é sincronizado com a imagem por meio de um time code especial. O código, uma série de pontos e traços que acompanham cada frame, é lido por um leitor ótico especial instalado no projetor. O leitor lança luz no filme utilizando um diodo emissor de luz (LED). A luz que passa pelo filme atinge uma pequena fotocélula (em inglês). A fotocélula envia pulsos de corrente, que são os flashes de luz, para o processador DTS. O padrão tracejado corresponde ao padrão codificado no CD. O processador compara os dois códigos e sincroniza o som com a imagem. Para obter mais detalhes, veja Como funciona o som de cinema.