A geografia do Second Life abarca dois mundos - o mundo real e o mundo virtual. O Second Life existe em uma coleção de servidores de hospedagem conhecidos como sims. Esses computadores armazenam todas as informações encontradas no mundo virtual. Cada sim opera entre dois e 16 processos de servidor, os quais simulam regiões no Second Life. Cada região equivale a 256 metros quadrados no mundo virtual. A Linden Lab designa essa coleção de sims em rede como a grade.
![]() Todos os novos residentes chegam primeiro a Orientation Island quando se inscrevem no Second Life |
Quando um novo residente se inscreve no Second Life, seu avatar surge em "Orientation Island" (Ilha da Orientação]. Nela, os residentes participam de um tutorial no qual aprendem como se deslocar pelo Second Life, a se comunicar com outros residentes e a usar os menus e comandos. O residente também aprende sobre os lugares nos quais pode se aventurar. Todas as regiões são classificadas ou como PG ou como adultas. As regiões com a classificação PG não devem conter material reprovável, incluindo conteúdo violento ou sexualmente explícito. Nas áreas para adultos, as regras são menos rígidas - os avatares podem usar roupas reveladoras, ou roupa alguma, e os residentes têm poucas restrições de comportamento.
As regiões também são classificadas como seguras e inseguras. A classificação segura significa que se pode caminhar por lá sem medo de ataques por outros avatares ou objetos (a menos que você encontre griefers, residentes que assediam outros usuários). Uma região insegura permite que os residentes simulem combates, quer com outros usuários, quer com objetos programados para atacar avatares. As regiões inseguras permitem que os residentes criem versões próprias dos MMPORG, ou que simplesmente satisfaçam o impulso atávico de entrar em uma briga.
Outros espaços geográficos no Second Life incluem o continente, propriedades, ilhas e lotes. A Linden Lab é dona e controla o continente, a principal área do Second Life. Uma propriedade é uma coleção de regiões sob propriedade privada unificada por um tema ou código de conduta impostos pelo controlador da propriedade - há propriedades no Second Life que simulam cidades do velho oeste ou da Europa medieval. As ilhas são, em termos gerais, o que o nome indica: massas terrestres independentes, usualmente sob o controle de um proprietário privado ou empresa. Os lotes (parcels) são porções de terras muito pequenas, de apenas quatro metros quadrados.
Os residentes premium podem adquirir ou alugar terra da Linden Lab ou de outros residentes. Terra dá ao residente um lugar para morar e armazenar suas posses virtuais, mas não constitui uma necessidade. Muitos residentes vagueiam pelo Second Life sem jamais adquirir terras. Caso o residente adquira terra no continente, responde diretamente à Linden Lab. Caso adquira terras na propriedade de outro residente, terá de cumprir as normas e condições estabelecidas pelo proprietário, que por sua vez paga à Linden Lab pelas terras que possui.
![]() A arquitetura do Second Life varia do ultramoderno ao medieval |
Os proprietários de terras podem determinar se sua propriedade é de acesso público ou só para convidados. Também podem designar a área como PG ou adulta. Caso possuam terras no continente, podem criar as decorações, paisagens e edificações que quiserem. Por isso, os bairros do continente, em Second Life, tendem a ser uma barrafunda de estilos conflitantes. Os donos de propriedades podem ser mais restritivos, exigindo que os moradores respeitem suas normas estéticas.
Agora que aprendemos mais sobre a organização geográfica do Second Life, vamos descobrir mais sobre seus residentes.