Antes do quartzo
O
relógio é uma tecnologia fantástica. Ele faz parte de um esforço contínuo de pesquisa e desenvolvimento que começou no final do século XIV. Ao longo dos anos, diferentes inovações fizeram com que os relógios ficassem menores, menos espessos, mais confiáveis, mais precisos e até automáticos.
Os componentes encontrados nos relógios de hoje já existem há séculos:
- uma mola para gerar energia
- uma espécie de massa oscilatória para oferecer uma referência de tempo
- dois ou mais ponteiros
- um mostrador enumerado na superfície do relógio
- engrenagens para diminuir o ritmo de toque da massa oscilatória e conectá-la, junto com a mola, aos ponteiros do mostrador
Veja
Como funcionam os relógios de pêndulo para uma descrição detalhada dessas diferentes partes.
No fim dos anos 60, a empresa de relógios Bulova (em inglês) deu o primeiro passo para se desvencilhar da roda de balanço com movimentos oscilatórios. Ela usou um transistor oscilador que mantinha um diapasão: o relógio da Bulova ressonava a algumas centenas de hertz (Hz - oscilações por segundo), ao invés do costumeiro barulho de "tique-taque". Os dentes da engrenagem e as rodas ainda convertiam o movimento mecânico do diapasão em movimento dos ponteiros, mas dois principais progressos tinham acontecido:
- a substituição da roda de balanço e da mola por um único material ressonador: o diapasão
- a substituição da mola para dar corda por uma bateria
Um fabricante de relógios, no final dos anos 60, sentiu-se impelido a dar um passo adiante, ou seja, ele tinha que buscar uma tecnologia que fornecesse um medidor do tempo melhor do que o diapasão. Naquela época, os
circuitos integrados eram bastante recentes, mas o preço já estava em rápida queda e o número de transistores em ascensão. Os
LEDs também eram novos no cenário. Contudo, havia ainda dois problemas a serem resolvidos: encontrar um marcador do tempo e desenvolver um circuito integrado que utilizasse pouca energia, a fim de que o relógio funcionasse com uma pequena bateria interna.