Transmissões Genebra são sistemas que tomam movimento rotativo regular e o convertem em movimento irregular. Para tanto, a transmissão Genebra usa um disco perfurado conectado a um eixo de saída acionado por uma roda dentada. Um pino na roda dentada se insere no sulco e move a roda pela distância prescrita, medida em graus. Os dois tipos de discos ou rodas Genebra são o interno e o externo. As rodas internas têm o pino de propulsão do lado de dentro, enquanto as rodas externas se assemelham a estrelas com porções removidas de forma a permitir que o came gire livremente até que o pino conclua seus 360 graus de rotação.
Os carrilhões utilizam uma série de rodas Genebra e mecanismos excêntricos controlados por adicionadores binários. Esses adicionadores binários realizam cálculos, em seguida convertidos pelo complexo sistema de cames e pinos.
Embora o mecanismo pareça complexo, a ciência que o embasa é bastante simples. Porque o relógio é mecânico e não depende de eletrônica ou fontes externas de energia, a esperança é de que aqueles que o encontrem no futuro o vejam funcionando como pretendido.
O protótipo do relógio, custeado pela Long Now Foundation, que arrecada dinheiro por meio de doações e eventos, está instalado no Museu da Ciência de Londres, e começou a funcionar em 31 de dezembro de 1999, imediatamente antes da virada do milênio [fonte: Lemley - em inglês]. E embora o mundo não tenha deixado de funcionar à 0h de 1° de janeiro de 2000, foi naquele instante que viu pela primeira vez o relógio de 10 mil anos. Assim, o que pode acontecer nos próximos 10 mil anos? Na página seguinte, consideraremos essa questão.