A imersão dentro de um ambiente virtual é uma coisa, mas para um usuário se sentir realmente envolvido, deve haver também um elemento de interação. Os primeiros aplicativos que usavam a tecnologia comum nos sistemas de AV de hoje permitiam que o usuário tivesse uma experiência relativamente passiva. Os usuários podiam assistir a um filme pré-gravado enquanto usavam um HMD (head-mounted display). Sentavam em uma cadeira móvel e viam o filme à medida que o sistema os submetia a vários estímulos, como um sopro do ar para simular vento. Enquanto os usuários tinham a sensação de imersão, a interatividade estava limitada a mudar seu ponto de vista olhando ao redor. Seu trajeto era predetermiando e inalterado.
![]() Foto cedida por Sue Holland DisneyQuest's Cyber Space Mountain Capsule |
Hoje, você pode encontrar montanhas-russa virtuais que utilizam o mesmo tipo de tecnologia. O DisneyQuest, em Orlando, Flórida, possui o CyberSpace Mountain, em que os visitantes podem desenhar sua própria montanha-russa e entrar em um simulador para pilotar sua criação virtual. O sistema é bastante imersivo, mas não considerando a fase inicial do projeto, não há qualquer tipo de interação, por isso, ele não é exemplo de um verdadeiro ambiente virtual.
A interatividade depende de muitos fatores. Steuer sugere que três desses fatores sejam velocidade, variedade e mapeamento. Steuer define velocidade como o índice com que as ações de um usuário são incorporadas no modelo de computador e refletidas de maneira que o usuário possa perceber. A variedade refere-se à forma como muitas conseqüências possíveis poderiam resultar de qualquer ação específica do usuário. Mapeamento é a capacidade do sistema de produzir resultados naturais em resposta às ações de um usuário.
A navegação dentro de um ambiente virtual é um tipo de interatividade. Se um usuário pode direcionar seu próprio movimento no ambiente, isto pode ser chamado de experiência interativa. A maioria dos ambientes virtuais inclui outras formas de interação, já que os usuários podem se cansar com muita facilidade após alguns minutos de exploração. A cientista da computação Mary Whitton aponta que uma interação de baixa qualidade pode diminuir drasticamente a sensação de imersão, embora novas maneiras de atrair usuários possam aumentá-la. Quando um ambiente virtual está interessante e atraente, os usuários tendem a esquecer suas descrenças e a permanecer absorvidos.
A verdadeira interatividade também inclui ser capaz de modificar o ambiente. Um bom ambiente virtual responderá às ações do usuário de modo que faça sentido, mesmo que somente dentro do campo do ambiente virtual. Se um ambiente virtual mudar de maneira estranha e imprevisível, corre o risco de quebrar a sensação de telepresença do usuário.
Na próxima seção, veremos alguns hardwares usados nos sistemas de AV.