Imersão da realidade virtual

Em um ambiente de realidade virtual, o usuário sente a imersão, ou tem a sensação de estar dentro e fazer parte daquele mundo. Ele também é capaz de interagir com seu ambiente de várias maneiras significativas. A combinação da sensação de imersão e interatividade é chamada de telepresença. O cientista da computação Jonathan Steuer definiu-a como "o alcance ao que a pessoa sente presente no ambiente indireto, em vez do ambiente físico imediato." Em outras palavras, uma experiência de RV eficaz faz você esquecer seu ambiente real e concentrar-se na sua existência dentro do ambiente virtual.

virtual reality bubble
Foto cedida por VIRTUSPHERE
Unidade de realidade virtual que permite que o usuário
movimente-se livremente para qualquer direção

Jonathan Steuer propôs dois componentes principais de imersão: profundidade das informações e extensão das informações. A profundidade das informações refere-se à quantidade e qualidade dos dados nos sinais que o usuário recebe ao interagir em um ambiente virtual. Para o usuário, isso poderia estar relacionado à resolução do display, à complexidade dos gráficos do ambiente, à sofisticação da saída de áudio do sistema etc. Steuer define a extensão das informações como a "quantidade de dimensões sensitivas apresentadas simultaneamente." A experiência de um ambiente virtual possui uma grande extensão de informações se todos os seus sentidos forem estimulados. A maioria das experiências do ambiente virtual dá prioridade para os componentes de vídeo e áudio em relação a outros fatores que estimulam as sensações, mas cada vez mais cientistas e engenheiros estão procurando maneiras de incorporar a sensação de toque do usuário. Os sistemas que proporcionam ao usuário interação de toque e retorno forçado são chamados de sistemas de toque.

Para a imersão ser eficaz, o usuário deve ser capaz de explorar o que parece ser um ambiente virtual de tamanho natural, além de mudar as perspectivas continuamente.  Se o ambiente virtual consiste de um simples pedestal no meio de uma sala, o usuário deve conseguir vê-lo de qualquer ângulo e o ponto de vista deve mudar de acordo com o lugar de onde o usuário está olhando.  O dr. Frederick Brooks, um precursor da tecnologia e teoria da RV, afirma que os displays devem projetar uma taxa de quadros de pelo menos 20 - 30 quadros por segundo para criar uma experiência convincente ao usuário.