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Os estereogramas, também conhecidos como figuras Magic Eye (em inglês), usam padrões aparentemente aleatórios de pontos, acreditando que o observador cruze os olhos da maneira correta ou que olhe através da imagem até que os olhos enxerguem apenas a parte correta, permitindo ao cérebro decodificar a informação de profundidade.
Ambos os métodos possuem desvantagens. As lentes vermelha e azul dificultam a visualização da cor na imagem tridimensional e enxergar os estereogramas é, por si só, uma arte. Nenhum destes métodos é inteiramente adequado para os jogos.
Mesmo assim, o princípio básico é exatamente o mesmo: criar e controlar os dois pontos de vista diferentes. Mas será que é fácil gerar estas duas imagens separadamente, uma para cada olho?
A resposta está em como os jogos são criados. Até pouco tempo, os gráficos que víamos nas telas do nosso computador eram cuidadosamente desenhados, cada quadro de animação corresponde a uma posição diferente de um personagem. Se você quisesse ter um dinossauro no seu jogo, você sentava à mesa e desenhava as diferentes posições no computador.
Hoje, os criadores de jogos estão munidos de programas gráficos em 3-D e desenham o dinossauro em três dimensões. Feito isso, não precisam se preocupar com as diferentes posições, pois o computador possui um modelo do dinossauro em 3-D na memória e o jogo simplesmente o processa a partir do ponto de vista do jogador, criando a visão adequada através do modelo. Tudo o que você vê na tela em um moderno jogo 3-D é produzido da mesma forma: o jogo é como um gigantesco modelo em 3-D. O computador processa o que é preciso ser exibido em sua tela e gera a visão apropriada.
Já que o computador pode criar um ponto de vista, não há problema em se mudar ligeiramente o ponto de vista, criando outro. Depois disso, tudo que você precisa é uma forma de captar a imagem certa com o olho certo.