Células de combustível metanol e aparelhos eletrônicos portáteis

­

O me­tanol possui uma grande variedade de utilidades. A sua principal utilidade é como solvente industrial para tintas, resinas, adesivos e corantes. Você o encontra em produtos como limpadores domésticos, inseticidas, thinners e removedores de tinta. Ele também é utilizado como um agente anti-congelante para radiadores de automóveis e gasolina, e até como uma alternativa para o gás dos automóveis. Embora ele possa ser fabricado pelo homem, o metanol também é naturalmente emitido pelos processos vulcânicos, pelas plantas, micróbios, insetos e dejetos biológicos em decomposição, como os esgotos.

Existem vários tipos diferentes de tecnologias de célula de combustível. No conceito mais básico, as células de combustível são dispositivos que convertem a energia química de um combustível como hidrogênio, gasolina ou metanol em eletricidade. As células de combustível funcionam como as baterias, mas diferente destas, elas não precisam ser recarregadas e duram mais. Os únicos subprodutos da reação de uma célula de combustível metanol são a eletricidade, a água e uma pequena quantidade de dióxido de carbono. [fonte: Sistek (em inglês)].

O tipo de célula de combustível, que alguns esperam substituir o motor automotivo de combustão interna é a Célula de Combustível de Membrana de Troca de Próton [Proton Exchange Membrane Fuel Cell (PEMFC)], que utiliza o hidrogênio como energia. Todavia, a Toshiba e outras empresas de tecnologia estão buscando uma forma um pouco diferente e mais adequada para os MP3 players e outros aparelhos portáteis: as Células de Combustível de Metanol Direto (Direct Methanol Fuel Cells (DMFC)). Na forma líquida, o metanol (CH3OH) reage com a água (H2O) para gerar CO2, íons e elétrons de hidrogênio. Os íons de hidrogênio viajam através de um polímero de filme plástico fino e reagem com o oxigênio, gerando eletricidade.

Originalmente, a Toshiba começou a desenvolver o DMFC como um pequeno cartucho que contém um fornecimento de metanol "passivo", numa forma altamente concentrada. Na verdade, existem dois protótipos diferentes que foram anunciados no passado. Um para os MP3 players com memórias tipo flash e outro para players com drives de disco rígido. O primeiro, uma versão de 100-miliwatts, tem quase o mesmo tamanho de uma caixinha de chicletes. Ele não precisa ser muito grande, pois os MP3 players com memórias tipo flash são menores e requerem menos energia. Mas ele ainda serve um bocado, uma vez que foi projetado para fornecer cerca de 35 horas em uma única carga. Por outro lado, a versão de 300-miliwatts feita para aparelhos de MP3 com disco rígido é um pouco maior. Ela tem quase o mesmo tamanho de um conjunto de cartas de baralho e pode durar cerca de 60 horas em uma única carga.

Ainda não ficou claro se os usuários deveriam encher ou não uma célula de combustível metanol ou se eles usariam cartuchos descartáveis. E embora esses modelos ainda não tenham saído do laboratório, a Toshiba parece estar aprimorando cuidadosamente seus produtos. A empresa apresentou um protótipo de uma combinação de um pequeno fone de ouvido e MP3 player que pode funcionar durante cerca de 10 horas, utilizando uma célula de combustível metanol. Apesar dos receios associados ao metanol (a inalação ou ingestão da substância pode causar visão turva e levar à cegueira, enquanto que o contato com a pele pode causar dermatite branda ou inflamação da pele), relatos confirmam que a tecnologia DMFC foi projetada para ser perfeitamente segura. [fonte: Digital World Tokyo (em inglês)].

Para outras informações sobre a tecnologia da célula de combustível e MP3 players excêntricos, confira a próxima página.