Antecessores do MMORPG: Jogos de Interpretação de Papéis (RPGs)

Embora existam exceções, a maioria dos MMORPGs se passa em mundos que possuem elementos de ficção científica ou de fantasia. Alguns mundos dos MMORPGs, como o universo de "Star Wars" e a Terra Média de J.R.R. Tolkien, existiam muito antes de seus respectivos jogos. Outros são derivados de outros jogos para computador ou são totalmente originais.

 

Um dos seres-lagarto Iksar de EverQuest II: Rise of the Kunark
Imagem cedida por Sony Online Entertainment (em inglês)
Um dos seres-lagarto de EverQuest II: Rise of the Kunark

 

Os mundos podem ser bastante diferentes um do outro, mas o modo de jogar geralmente é parecido de um mundo para outro. Basicamente, os jogadores humanos criam os personagens virtuais. Esses personagens controláveis (PCs) podem interagir entre eles e com personagens que o computador (em inglês) controla, que são os personagens não-controláveis (NPCs). Existem diferentes tipos ou classes de PCs, como guerreiros, mercenários, magos e curandeiros. As diferentes classes possuem diferentes conjuntos de habilidades.

Enquanto os PCs avançam pelo mundo, eles matam monstros e completam missões. Durante esse processo, eles ganham experiência, que os permite progredir nas fases ou subir um nível. Se os personagens sobem um nível, eles ficam fisicamente mais fortes e ganham acesso a habilidades, armas e vestimentas melhores.

Esse estilo básico de jogar estava presente nos primeiros MMORPGs, os RPGs (role-playing games) de mesa, como o "Dungeons & Dragons", lançado nos anos de 70. Nesses jogos, um livro de regras dita tudo, desde a criação de um personagem até o progresso de um combate. Um mestre de jogo (GM) ou mestre de calabouço (DM) usa as regras para estruturar o jogo. Ele ou ela distribui as tarefas, as pistas e algumas informações aos jogadores que irão fazer a história seguir adiante. Em teoria, a história e o jogo podem continuar para sempre, mas geralmente o GM cria uma campanha ou uma linha de eventos que dá à história geral um pouco de direção.

 

Uma elfa maneja o seu arco no SOLAR, um LARP da Geórgia.
Imagem cedida por Jennie Breeden/Geebas na Parada (em inglês)
Uma elfa maneja o seu arco no SOLAR, um LARP da Geórgia

 

Os RPGs de hoje são parecidos com aqueles de 30 anos atrás. Os jogadores sentam-se juntos em uma sala e descrevem o que acontece no mundo imaginário, usando os dados ou outras ferramentas para determinar se os personagens serão bem-sucedidos naquilo que estão querendo conquistar. A progressão da história e o desenvolvimento dos personagens são a alma do jogo.

Alguns jogadores levam os RPGs de mesa para o mundo real. Nos jogos com personagens de ação ao vivo(LARPs), os jogadores realizam a ação de seus personagens fisicamente, incluindo a participação em combates simulados com armas de brinquedo.

Após o desenvolvimento dos computadores pessoais, não demorou muito para que as pessoas transformassem esses jogos de baixa tecnologia em jogos para computador. A seguir, vamos ver os antecessores digitais dos MMORPGs.

MMORPGs X Second Life
Embora o "Second Life" exista em um mundo virtual e duradouro, ele não é um MMORPG. As pessoas criam avatares, ou versões virtuais delas mesmas, para acessar o Second Life, mas não necessariamente participam de um jogo enquanto estão lá.