![]() Divulgação / Intel Em 1965, o co-fundador da Intel Gordon Moore previu que o número de transistores em um pedaço de silício iria dobrar a cada dois anos, criando a conhecida Lei de Moore |
Existe uma piada sobre computadores pessoais que vem sendo contada desde que os dispositivos chegaram ao mercado: Você compra um novo computador, leva-o para casa e assim que termina de tirá-lo da caixa vê um anúncio de um novo computador que torna o seu obsoleto. Se você é o tipo de pessoa que quer ter as máquinas mais rápidas e mais poderosas, parece estar destinado à frustração e a várias viagens à loja de computadores.
Embora obviamente seja um exagero, a piada não está assim tão longe da verdade. Mesmo o mais modesto dos computadores de hoje tem mais poder de processamento e espaço de armazenamento que o famoso supercomputador Cray-1. Em 1976, o Cray-1 era a vanguarda: ele podia processar 160 milhões de operações de ponto flutuante por segundo (flops) e tinha 8 megabytes de memória.
Hoje, muito computadores pessoais podem realizar mais de 10 vezes esse número de operações de ponto flutuante em um segundo e têm 100 vezes a quantidade de memória. Enquanto isso, no fronte dos supercomputadores, o Cray XT5 Jaguar, no Laboratório Nacional de Oak Ridge, pode executar 1,4 petaflops (em 2008). O prefixo peta significa 1015 - em outras palavras, um quadrilhão. Isso quer dizer que o Cray XT5 pode processar 8,75 milhões de vezes mais flops do que o Cray-1. E só levou um pouco mais de três décadas para atingir essa marca.
O número de meses se altera à medida que a situação do mercado de microprocessadores muda. Algumas pessoas dizem que leva 18 meses e outros, 24. Alguns interpretam a lei como a duplicação da capacidade de processamento, não do número de transistores. E a leia às vezes parece ser mais uma profecia autorrealizável do que, na verdade, uma lei, princípio ou observação. Para entender o porquê, é melhor voltar ao começo.