Resposta crítica ao iPad

Steve Jobs classifica o iPad como algo entre um smartphone e um notebook, que faz coisas muito melhor que ambos
Reprodução / Apple
Steve Jobs classifica o iPad como algo entre um smartphone e um notebook, que faz coisas muito melhor que ambos

Só o tempo vai dizer se o iPad vai se tornar um sucesso ou vai ser outra das brilhantes ideias da Apple que foram para o brejo. Os desabafos da imprensa foram fortes e tinham muito a dizer. Alguns questionaram a utilidade do dispositivo, especialmente considerando que o iPad não é significativamente mais funcional que um iPhone. O iPad ainda se limita a rodar uma aplicação por vez. Você não pode rodar múltiplas tarefas como pode num Mac ou num PC. Isso limita sua produtividade e, em essência, relega o iPad a nada mais que um leitor digital com Internet e capacidades multimídia. Isso posto, ele ainda pode ser usado para tomar nota e para alguma produtividade, graças à decisão da Apple de fazer a suíte de produtividade iWork (Keynote, Numbers e Pages) disponível para o iPad sem nenhum custo extra. Mais, você não pode rodar o Microsoft Word (embora possa abrir e ler documentos Word) nem programas avançados como o Photoshop e o InDesign, como rodaria em seu PC ou no seu Mac.

Como com qualquer outro dispositivo portátil na linha da Apple, não é possível substituir a bateria do iPad. Se você chegar ao fim da vida útil da bateria - que a Apple estima ser de cinco anos -, deve mandar o iPad para a Apple, que vai substituir a bateria ao custo de US$ 99. Isso pode não ser ruim, considerando que as baterias são geralmente caras para dispositivos portáteis, e cinco anos é muito mais tempo do que você teria com muitas baterias de outros dispositivos.

Os custos com 3G também podem subir rapidamente. Se você já tem um iPhone ou outro aparelho 3G, paga, no mínimo, R$ 80 pelo plano de dados, dependendo das opções de texto e da franquia para download. Se você comprar um iPad WiFI + 3G, provavelmente terá de assinar um novo plano com a operadora ou melhorar o que já existe.  E a conta pode subir de um dia para outro para R$ 150/mês.

Esta é a placa principal do iPad com a capa removida
U.S. Federal Communications Commission
Esta é a placa principal do iPad com a capa removida
Talvez a única coisa que possa evitar que o iPad preencha o espaço entre o smartphone e o notebook seja a má vontade da Apple de incorporar o Adobe Flash no gadget. Como o iPhone e o iPod Touch, o iPad não suporta Flash, o que quer dizer que você não vai poder ver muitos vídeos na Internet. Steve Jobs sustenta que o Flash é uma "loucura" e leva ao travamento desnecessário de software. Ele diz que se o iPad usasse Flash, a bateria do dispositivo iria operar por apenas uma hora e meia, em vez das dez atuais [fonte: Elmer-DeWitt]. Os críticos opõem-se a essas alegações, e mostram que os usuários de Flash poderiam evitar o iTunes para conteúdo que tipicamente só está disponível na loja de mídia online da Apple. A Apple pode, eventualmente, permitir Flash no iPad, no iPhone e no iPod Touch. Mas por enquanto, o iPad segue o precedente iniciado por seus irmãos e não suporta Flash.

Agora que você já entende o iPad e o que ele faz, vamos dar uma olhada na importância dele para o florescente mercado de mídia digital atualmente dominado pela Amazon.