A série Guitar Hero é um grande negócio, que arrecadou US$ 1 bilhão em vendas mundiais desde seu lançamento, em 2005 [fonte: Brandweek]. Em 2007, "Guitar Hero III: Legends of Rock", e "Guitar Hero II" ficaram em primeiro e sexto lugares entre os 10 jogos mais vendidos do ano, respectivamente [fonte: Caulfield (em inglês)]. E com "Guitar Hero: Aerosmith", a série provavelmente continuará faturando.
Mas o dinheiro não deixa de entrar quando as pessoas pagam US$ 100 pelo jogo e pelo controlador. Os adeptos podem comprar acessórios, sacolas de armazenagem e correias de apoio para seus controladores na loja online da RedOctane. E isso para não mencionar os fornecedores terceirizados de acessórios para Guitar Hero, que vendem camisetas, controladores miniaturizados e amplificadores.
Ainda que a Harmonix não tenha ficado com os direitos sobre a marca Guitar Hero, ao ser adquirida pela MTV ainda tinha algumas cartas na manga. A Harmonix havia patenteado muitos dos elementos conceituais do formato Guitar Hero, abrindo caminho para o seu Rock Band, de 2007. O Rock Band funciona com regras referentes a ritmo, como o Guitar Hero, mas inclui um vocalista e um baterista. Embora o jogo não tenha ainda chegado ao seu pico, suas vendas são comparáveis às de Guitar Hero. |
Quando os mestres de "Legends of Rock" anseiam por novos desafios, os usuários do PlayStation e Xbox também podem adquirir faixas online para download, por US$ 6. O Guitar Hero também ajudou a indústria da música, atraindo muitos fãs jovens à guitarra. De acordo com a American Society of Composers, Authors and Publishers (ASCAP), que arrecada direitos autorais, 40% dos jogadores mais dedicados, dos 13 aos 32 anos, descobrem músicas novas ao jogar [fonte: ASCAP Playback (em inglês)]. Desse grupo, 1/3 adquire música dos artistas em questão. Além disso, a taxa fixa pelo licenciamento de master tracks varia de US$ 2,5 mil a mais de US$ 20 mil [fonte: ASCAP (em inglês)]. Mesmo Slash, do Velvet Revolver, embarcou no trem de marketing, e estrela o jogo por cachê não revelado, em companhia de Tom Morello, do Rage Against the Machine, e de Bret Michaels, do Poison.
Um estudo conduzido pela Ars Technica constatou que as canções de "Legends of Rock" registraram altas de vendas de até 140% depois que o jogo foi lançado [fonte: Kuchera (em inglês)]. Novas bandas também se beneficiam da ampla exposição. O grupo britânico de heavy metal DragonForce, por exemplo, graças à sua dificílima "Through the Fire and Flames", que se tornou a maior inimiga de muitos adeptos do "Legends of Rock", ganhou fama muito maior [fonte: Browne (em inglês)].

Do lado empresarial, o merchandising de produtos como parte do jogo também ajudou no faturamento. A marca Gibson de guitarras surge em diversos locais do jogo, mas "Guitar Hero III" levou o marketing a novas alturas. Algumas apresentações acontecem no Pontiac Garage, enquanto alguns palcos estão sujos de latas de Red Bull, e outdoors anunciam Axe Body Spray por trás dos avatares em ação. Os patrocinadores de Legends of Rock incluem 18 empresas mencionadas na seção de créditos do manual de instruções. Os fãs provavelmente podem esperar reforço dessa publicidade nada sutil, já que a Activision assinou acordo com a Massive, a subsidiária da Microsoft para publicidade em videogames, em 2008.
Mas, em meio ao marketing e às margens de lucro, os fãs de Guitar Hero continuam interessados no ritmo. Na próxima seção, conheça os jogadores que tocam com mais empenho, e a cultura que seus feitos ajudaram a promover.