![]() Os códigos de barras, como os encontrados numa lata de refrigerante, estão em quase tudo que compramos |
Criados no início dos anos 70 para acelerar o processo de pagamento de contas, os códigos de barras têm algumas desvantagens:
Etiquetas RFID acopladas por indução
Aquela compra histórica foi o ponto de partida para quase 30 anos de pesquisa e desenvolvimento. O primeiro sistema para codificação automática de produtos foi patenteado por Bernard Silver e Norman Woodland, ambos estudantes graduados pelo Drexel Institute of Technology (Instituto de Tecnologia Drexel), agora Drexel University (Universidade Drexel). Eles usaram um padrão de tinta que brilhava debaixo de luz ultravioleta. Esse sistema era caro demais e a tinta não era muito estável. O sistema usado hoje foi descoberto pela IBM, em 1973, e usa leitores criados pela NCR. |
As etiquetas RFID indutivas são alimentadas pelo campo magnético gerado pelo leitor. A antena da etiqueta recebe a energia magnética e, então se comunica com o leitor. Esta modula o campo magnético para recuperar e transmitir a informação de volta para o leitor. Depois, o leitor a direciona para o computador central.
O preço por unidade das etiquetas RFID é muito alto, custando de US$ 1 para etiquetas passivas até US$ 200 para as etiquetas movidas a bateria, que fornecem e armazenam dados. O alto custo se deve ao silício, à antena de bobina e ao processo necessário para enrolar essa bobina em volta da superfície da etiqueta.
Etiquetas RFID acopladas de modo capacitivo
As etiquetas RFID acopladas de modo capacitivo foram criadas como uma tentativa de baixar os custos dos sistemas de etiquetas a rádio. Essas etiquetas RFID não precisam da bobina de metal e usam pouca quantidade de silício para fazer o mesmo que uma acoplada por indução. Uma etiqueta acoplada de modo capacitivo também possui três partes:
Por usar tinta condutiva em vez de bobinas de metal, o preço das etiquetas capacitivamente acopladas é de US$ 0,50. Elas são mais flexíveis do que as acopladas por indução. As etiquetas capacitivamente acopladas, como as feitas pela Motorola, podem ser dobradas, torcidas ou amassadas e ainda assim transmitir informações para o leitor. Em contraste com a energia magnética que alimenta uma etiqueta acoplada por indução, as capacitivamente acopladas são alimentadas por campos elétricos gerados pelo leitor.
A desvantagem desse tipo de etiqueta é seu alcance limitado. A etiqueta do BiStatix da Motorola tem alcance de apenas 1 cm. Fazer com que a etiqueta cubra uma área maior do pacote do produto aumentaria seu alcance, mas não seria a extensão ideal para o sistema desejado pelos varejistas. Para que um sistema global de trilhões de etiquetas fornecedoras de dados possa funcionar, o alcance precisa ser aumentado em vários metros. A Intermec (em inglês) desenvolveu uma etiqueta RFID que supre essas necessidades, mas são muito caras para que o preço valha a pena.
Pesquisadores em diversas companhias procuram por maneiras de criar uma etiqueta com um alcance de vários metros, mas que custe o mesmo que a tecnologia do código de barras. Para que os varejistas implementem um sistema difundido de etiquetas RFID, o custo terá que ser mais barato do que US$ 0,01. Na próxima seção, você verá como essas etiquetas podem ser usadas para criar um sistema global que será ligado à Internet.