As telas de televisores estão ficando maiores, mais nítidas e mais finas a cada ano. Embora a ação nas telas pareça melhor do que nunca, o efeito sobre as contas de eletricidade pode ser assustador. O norte-americano continua pagando apenas US$ 24 ao ano, em média, pela energia que seu televisor consome, mas a média é mantida baixa pela permanência de grande número de velhos modelos de TVs de radio catódico (CRT), os quais serão substituídos gradativamente por aparelhos de alta definição (HDTV), que consomem mais energia [fonte: American Council for an Energy-efficient Economy (em inglês)].
De acordo com testes dos laboratórios da CNET, o HDTV de melhor eficiência energética custa cerca de US$ 30 anuais em energia, enquanto o mais perdulário em termos de energia consome US$ 230 em eletricidade a cada ano [fonte: CNET (em inglês)]. O aumento nas dimensões das telas é um dos fatores principais para esse salto no custo. De acordo com um estudo do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, um HDTV com tela de 40 polegadas ou mais consome mais energia a cada ano do que qualquer outro aparelho ou equipamento da casa, incluindo um refrigerador com volume de 0,6 metro cúbico [fonte: Energy Star (em inglês)].
As diferentes tecnologias dos televisores também queimam eletricidade em nível diferenciado. Os televisores de plasma representam, em média, a mais eficiente tecnologia, seguidos pelos televisores de projeção e pelos de raios catódicos convencionais (CRT) [fonte: CNET (em inglês)]. Mas mesmo no meio dessas categorias genéricas existem muitos fatores que podem fazer de um televisor um aparelho que gasta muita energia ou um aparelho muito econômico. Por exemplo (e incrivelmente), tanto os mais quanto os menos eficientes na lista da CNET são os de cristal líquido (LCD).
Além da energia que utilizam quando estão ligados, muitos desses televisores de telas grandes não se desligam inteiramente quando o botão de desligar é premido. Os fabricantes sentem que as pessoas preferem não esperar muito para que os aparelhos se aqueçam, quando os ligam, de modo que os televisores ficam em modo de espera, em vez de completamente desligados. Alguns deles requerem que um segundo botão seja pressionado ou que a tomada seja desconectada para que o desligamento seja completo.

À medida que cresce a conscientização energética entre os consumidores, os fabricantes de TVs respondem com projetos inovadores e econômicos. Um exemplo é o Philips 42PFL5603D, também conhecido como Eco TV. Quando o modo de economia de energia do aparelho é acionado, o televisor utiliza três sensores para otimizar a intensidade da luz de fundo do LCD. Quanto mais iluminada a sala, mais a luz de fundo precisa trabalhar. O Eco TV é capaz de detectar a relativa escuridão e ajustar o volume de luz que emprega para iluminar a imagem. Além disso, o aparelho também conta com um sensor que ajusta constantemente o brilho da cena que está sendo exibida na TV. Caso a cena aconteça à noite, a luz de fundo se atenua ligeiramente, economizando energia para as cenas diurnas.
Outra tecnologia de TV, conhecida como diodos orgânicos emissores de luz (OLED), oferece ainda mais eficiência energética para iluminar telas grandes de televisão. Com o OLED, não é uma luz de fundo que provê a iluminação, mas moléculas individuais que acendem cada pixel da tela. Os primeiros televisores OLED, relativamente pequenos (30 polegadas), foram lançados em novembro de 2007, e um consórcio de grupos japoneses de eletrônica está batalhando para entregar versões de tela grande até o fim de 2008 [fonte: Reuters (em inglês)].
Mesmo que você não tenha um televisor futurista ou "ecológico", ainda há diversas coisas que pode fazer para reduzir o impacto energético de seu aparelho.
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Em seguida, vejamos quais são as melhores tecnologias novas de economia de energia em computadores.