Os artistas da 3DO começam a desenvolver os modelos 3D que formarão os mundos do Portal Runner usando um software chamado 3D Studio Max. Mapas de texturas (em inglês) altamente detalhados são criados para cada objeto. Enquanto as pessoas que desenvolvem o jogo na 3DO criam o verdadeiro ambiente do jogo usando esses modelos e texturas, outro departamento da empresa, a PlayWorks, usará os mesmos modelos para desenvolver as seqüências animadas de FMV.
![]() Um bom exemplo dos modelos e texturas nos FMVs do Portal Runner |
Enquanto isso, os programadores escrevem um código personalizado em linguagem de programação C que fornecerá a estrutura para os objetos do jogo. Boa parte do código é extraída da biblioteca da empresa, que é um banco de códigos já desenvolvidos e que podem ser reutilizados em diferentes jogos. Uma parte do código é a máquina 3D, um aplicativo que gera todos os polígonos, sombras e texturas que você vê. Outra parte do código é a inteligência artificial. Esta é a lógica do jogo. Ela estabelece a física do jogo, detecta a interação e as colisões de objetos e controla o movimento dos personagens. O desenvolvimento do código do jogo é feito com uma versão especial de desenvolvimento do sistema de jogo em particular, que possui memória, conexão de monitor SVGA, conexão de rede e disco rígido aumentados.
Todas as peças (objetos, texturas e código) são alimentados em um utilitário especial chamado de cadeia de ferramentas, que combina-as em um grande código. A cadeia de ferramentas cria um código, executável em uma plataforma específica, o que significa que o código do jogo irá rodar no sistema de jogo para o qual foi modelado. Para testá-lo, o diretor do Portal Runner, John Salera, utiliza outro console especializado construído para depurar os jogos.