No artigo Como funcionam os CDs, você aprendeu que um CD normal utiliza saliências miscroscópicas para armazenar dados. A surperfície do CD é um espelho e a saliência rompe a superfície perfeita desse espelho. O laser que lê o CD pode detectar, por meio da diferença na reflexividade, a desigualdade entre um espelho perfeito e um imperfeito causada por uma saliência. Ao interpretar um "espelho perfeito" como "1", e uma "saliência" como "0", fica fácil armazenar informações digitais em um CD. As saliências em um CD são moldadas no plástico quando ele é fabricado, tornando-as permanentes.
Para criar um CD gravável (CD-R), você precisa modificar a superfície de um CD a fim de gravar dados nele, transformando-o em um CD-R. Não há saliências em um CD-R. Uma camada de tinta clara cobre o espelho do CD. Um laser de gravação aquece a camada de tinta o suficiente para torná-la opaca. O laser de leitura em um aparelho de CD percebe a diferença de uma camada de tinta clara e uma opaca da mesma maneira que percebe suas saliências - ele descobre essa diferença em conseqüência da reflexividade.
Para criar um CD regravável (CD-RW), você precisa de uma camada de tinta que possa oscilar entre transparente e opaca. Esta página aborda o material especial que os CD-RWs usam. Esse material pode mudar sua transparência dependendo da temperatura. Aquecido em certa temperatura, o material se resfria em um estado transparente; aquecido em outra temperatura, ele se resfria em um estado turvo. Ao mudar a potência (e conseqüentemente a temperatura) do laser de gravação, os dados do CD podem ser alterados ou "regravados".
Um CD-R pode ser lido por qualquer aparelho de CD. O CD-RW, no entanto, não é tão versátil - aparelhos de CD mais antigos não conseguem lê-lo.
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