America's Army: treinamento e missões

Originalmente, "America's Army" era formado por dois jogos: "Training" e "Operations". Eles foram combinados e lançados em um único pacote, a última versão do jogo, que se chama "America's Army: Special Forces". Mesmo que os dois jogos estejam combinados, os jogadores não podem começar as missões antes de terem concluído o treinamento. E, se não concluírem o treinamento com eficácia, não poderão participar das outras missões.

Durante o treinamento, os jogadores adquirem experiência com armas como o rifle M16A2, a pistola M9 e armas mais pesadas, como os rifles sniper M24, M82 e a metralhadora M249. O jogador é classificado de acordo com sua performance e pode chegar à classificação "expert" se conseguir acertar 36 alvos com apenas 40 balas. Depois disso, o treinamento é realizado com armas mais avançadas, como os mísseis Javelin e lança-granadas.

Um homem com uma arma
Imagem cedida por America’s Army: Special Forces (Overmatch) v2.8.2
Durante o treinamento, a performance dos jogadores é avaliada

As instruções de campo incluem outros aspectos de um treinamento militar real e sargentos virtuais guiam os jogadores. Desses avatares (representações virtuais de pessoas), o jogador recebe treinamento médico, aulas de pára-quedismo, aprende técnicas de fuga e direção de Humvees. O curso de treinamento é tão real que acontece num ambiente de sala de aula.

Depois de completar o treinamento, a pontuação dos jogadores é enviada para o site do "America's Army". Dependendo de seu ranking, o jogador será encaminhado para o primeiro nível, também chamado de mapa, ou então precisará treinar um pouco mais.

Quando ele começar a atuar na guerra, visitará uma grande variedade de locais: desertos, florestas, áreas urbanas e até mesmo uma infra-estrutura como uma estação de tratamento de água. As missões incluem assaltos, reconhecimento, recuperação e suporte a atiradores de elite. Os inimigos são terroristas e foram propositadamente criados sem qualquer identidade nacional. Alguns ficam até mascarados para ocultar qualquer vestígio étnico ou racial.

Os jogadores têm o apoio de nativos, da mesma forma que aconteceu com os Boinas Verdes. Um dos objetivos do jogo é promover o trabalho em grupo e os "lobos solitários" não duram muito tempo. Uma outra funcionalidade interessante são os jogos multiplayers online, em que as pessoas se organizam em grupos para enfrentar o inimigo.

Quando cumprem a missão, os jogadores enviam seus mapas para o "quartel-general" e recebem outra missão.

"America's Army" criou uma nova franquia. Os fuzileiros navais, a Força Aérea e a Marinha também estão criando seus próprios jogos. Outros exércitos, como o palestino e o Hezbollah, também desenvolveram suas versões do jogo.

A marca "America's Army" também está expandindo. O Exército e a produtora Ubisoft lançaram "America's Army: True Soldiers" em setembro de 2007. Essa versão é um pouco diferente da original. Ela não é gratuita e foi lançada para os consoles Xbox e PlayStation em vez de PCs. O jogo também é um pouco diferente no que diz respeito à evolução do soldado virtual durante o treinamento e combate. Uma versão de fliperama (arcade) "True Soldiers" também será lançada em breve.

Parece mesmo que o exército acertou em cheio quando lançou a franquia "America's Army". Nem todos, porém, estão satisfeitos com os resultados. Saiba mais sobre a controvérsia em torno de "America's Army" na próxima página.